Sempre afirmei, em todas as vãs porém irresistíveis discussões musicais que vivi, que música não é qualificável. Não se pode afirmar, de forma alguma, que tal peça é melhor que tal outra. Como justificativa, diria que qualquer qualificação ou quantificação é uma racionalização, e música, como qualquer outra arte, é subjetividade plena. Eis que hoje, quando me deparei com a idéia da criação do blog, surgiu também uma nova opinião sobre tal tema. Nada muito metodicamente construído, apenas uma vaga idéia, que considerei interessante.
Existe, sim, maneiras de quantificar (sem exatidão, ainda) o quão comercial e mercadológica é uma peça musical. É incrivelmente fácil (não que seja muito fácil: é apenas facil, e isto é incrivel) perceber qual a intenção rentável de um artista. E creio que não é esta a razão de existencia da música ou da arte em geral. A partir disso, afirmo que a única maneira de qualificar a música é verificando o quão "prostituída" é.
"Is my cock big enough, is my brain small enough, for you to make me a star?"
Mas é também importante avisar que isto não é, de maneira alguma, uma crítica a quem ouve e gosta de tais músicas: seria hipocrisia minha. Eu mesmo ouço, com tanta emoção quanto qualquer outro tipo de música, peças reconhecidamente comerciais. Ou seja, a outra máxima do "gosto não se discute", para mim, continua valendo!
E porque tal discurso? Bom, se existe uma razão para o título "Sem Valor", é esta. Não é desprezo.
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