Apresentando essa atordoante faixa da banda Goblin, que está no seu album Roller.
Essa faixa é absurdamente sinestésica. Me traz imagens muito mais do que úmidas, como sugere o titulo e a introdução. O acorde sereno de guitarra faz a base para a protagonização do trabalho do baixo com o teclado, que é incrível. A maneira como a simples e bela melodia do tecladista conduz os acordes é brilhante. Aliado a isso, há esse contrabaixo denso, grosso, surpreendendo com frases tão secas, contrastando com o tema, que mais se assemelham a socos, cortes. Depois é fácil perceber a transição para um andamento claramente pinkfloydiano, que remete à "Marooned".
Se fosse pintar um quadro para essa faixa, seria um vasto lago raso coberto com uma densíssima névoa, que impossibilita a visão de qualquer margem, no qual um explorador crava com muito cuidado seus passos, até que chega à parte funda e afoga-se.
Goblin é uma banda fundada em Lazio, Itália, categorizada como rock progressivo, o que é uma redução absurda pra uma banda que tem tanta diversidade no repertório. Antes, a banda era chamada Cherry Five, que conta também com um belo repertório progressivo.
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